Merchandising: Marcos Rocha...


Aqui vai um texto do meu amigo Marcos. Visite o Inferno Privado e veja outros textos interessantes!.


A Náusea

Acordou perplexo. Náusea. As coisas haviam mudado, ou ele mudara ante as coisas? Sentiu medo. Tentou pensar banalidades. Abriu um livro, sem interesse, não conseguia se concentrar nas idéias do texto. Meio trêmulo tocava as coisas, mas lhe parecia então que não tocava, era tocado por elas, violado. Uma sensação dolorosa como a da abstinência ia se apoderando mais e mais dele, da sua compreensão secular das coisas, do seu tato sobre a matéria. Dias assim.
Mais náusea, uma sensação de culpa que já entornava um tonel com o mais legitimo arrependimento seu, sem nenhum sentido para ele mesmo: a maior inocência maculada que contia em si, atrás dos olhos. Então teve um pensamento: Deus havia lhe abandonado. Ou ele havia abandonado Deus. Ou ele havia afastado Deus. Ponderou por mais alguns dias essas possibilidades, avaliando seus atos, avaliando o mundo, fazendo terapia.
Pânico tomou-lhe conta quando, de presságio, lhe veio à mente uma idéia ainda mais pavorosa e aniquiladora que antes. Bambeou-se-lhe as pernas de um contágio febril de desamparo: pensou na possibilidade de ele haver criado Deus como idéia, e que essa idéia havia morrido e lhe deixado nessa condição, nessa existência, nessa náusea. Acreditou nessa possibilidade e chorou muito, desesperadamente.

Sexo Seguro

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NÚMERO 23




“...o NÚMERO 23 é muito bom para este jogo, em particular. Jogo? Sim! Paranóia...” (The Number 23)
Acredito não ser paranóico (não totalmente), e nem mesmo ter sido diretamente influenciado por um filme “Hollywoodiano”. Mas o NÚMERO 23 sempre me seguiu, começando pelo meu aniversário: 23/03. Outras coincidências com o NÚMERO 23 me acompanham. Até em coisas simples como a primeira sala da faculdade o NÚMERO 23 estava presente (já no terceiro ano a sala foi a 32ª). Algumas vezes, o NÚMERO 23 me traz coisas boas; outras vezes não. Mas há algumas circunstâncias que não consigo definir claramente se foram boas, ou más.
Quando comprei minha moto, estava tão empolgado que acabei não prestando atenção em alguns detalhes. Não observei se havia o NÚMERO 23 na placa. Já em casa, percebi que embora não houvesse o NÚMERO 23 estampado, ainda assim ele era exatamente a soma dos números constantes na placa 7664. 7+6+6+4= 23! Lá estava ele novamente, o NÚMERO 23.
Até então apenas simples coincidências com o NÚMERO 23. Entretanto, ano passado, no dia 23/01/08, em torno das 14h, eu estava acordando no chão após um breve desmaio em cima da moto. Um ano já se passou, e parece que foi ontem. Pessoas desesperadas tentando me manter imóvel enquanto eu também desesperadamente procurava me levantar. Trânsito parado. Eu gritando e uma considerável porção de curiosos se amontoando para ver o rapaz embaixo da moto. Detalhe: não houve colisão. Eu simplesmente apaguei.
Naquele dia, poucos minutos antes de sair de casa para voltar ao trabalho, me lembro de ter comentado com minha mãe sobre o fato daquele dia ser 23, e como nem sempre esse número me trazia coisas boas. Seria “ A LEI DA ATRAÇÃO?”
Por conta do acidente, passei três dias no hospital. Durante todo esse período, a cada 2h entrava alguém no quarto para me dar duas desagradáveis injeções. Foi um inferno. O número do quarto? Não era o NÚMERO 23, mas passou perto: 24! (que também faz parte de uma outra história). Após um ano, tenho cerca de 30% de perda dos movimentos do braço esquerdo. Outro detalhe: a queda ocorreu para o lado direito. Esse é o motivo pelo qual faço tantas piadas; e sempre que possível, estaciono a moto naqueles locais reservado para os deficientes. É uma forma de brincar com a situação!
Tenho muito o que agradecer há algumas pessoas que me apoiaram, principalmente a Eliane, pois ela passou os três dias cuidando de mim. E isso não tem preço! Deixar o conforto de sua casa para ficar em um hospital cuidando de alguém que AINDA não é da sua família, é algo que não se vê todo dia!
Hoje 23/01/09 o NÚMERO 23 não me desapontou. Logo pela manhã, um grande amigo entrou em contato comigo, me presenteando com uma placa mãe e um processador para meu velho e surrado PC. Alegre, resolvi então comemorar esse “aniversário”. E como você leitor pode ver, na foto acima, comprei um bolo e fui festejar com a Eliane e com Tyler. Sim, Tyler é o nome do calo ósseo que se formou no meu braço.
Depois de escrever tudo isso, resolvi tomar alguns cuidados, como não publicar esse texto no dia 23; bem como contar quantas vezes o “NÚMERO 23” apareceu no texto. Por sorte foram apenas 19. Agora me pergunto: seria então o 19 outro número cheio de “ coincidências”?

Heresia!!!

Caralho...deu uma puta saudade dela agora; deu pena também de ver essa molecada tocando essa porcaria em algo que eu tanto usei para louvar ao deus do rock!(Lu)...

Mas a vida é assim, já dizia Santo Jagger:" ...You Can't Always Get What You Want..."

PS> Video garimpado pelo meu amigo Jonh

Academia?

A falta de coordenação motora é um bom motivo pra não tentar fazer exercício!