Baterista "Animal".....

Continuando a série “Bateristas não são normais”, venho reiterar minhas conclusões sobre a anormalidade, ou melhor, a excentricidade presente na personalidade de cada baterista. Para dar mais embasamento teórico a minha tese, usarei algumas expressões de bateristas conhecidos.


Keith Moon ( The Who ) : Em uma entrevista a Internacional Musician Magazine em 1976 expressou a seguinte“...Eu tenho sorte de ter esse talento de funcionar fisicamente no palco enquanto minha consciência está em um lugar completamente diferente...” Internacional Musician Magazine, 1976. Bem,....certamente isso caracteriza no mínimo um caso de divergência mental.

Outro exemplo bem marcante pode ser visto na imagem abaixo de um show. Notem o fone de ouvido. Preciso dizer mais alguma coisa? Confiram também alguns shows do The Who, o mais divertido é ver o baterista e o guitarrista destruindo todo o palco em meio aos roadies desesperados tentando salvar os instrumentos.



Loco Sosa : ( Los Pirata ) : Tecnicamente colocado no centro do palco, esse “Loco” - como o próprio nome já diz - massacra o kit infantil de uma bateria de brinquedo. "Faz três anos que estou tentando quebrá-la e não consigo", ironiza. "Se alguém tiver alguma idéia de como eu possa conseguir isso, me escreva", pede humildemente o baterista em uma entrevista para o site Terra.



Animal ( Muppets ) : Dizem que esse baterista foi inspirado em Keith Moon, se levarmos em consideração a disposição da bateria e os gestos que o Animal faz enquanto toca, provavelmente essa lenda seja verdadeira, mas particularmente acho ele muito parecido fisicamente com o Doug Clifford (Creedence).



Em aparições memoráveis, sempre expressando suas características mais marcantes , Animal dividi o palco com:

Buddy Rich, ( http://br.youtube.com/watch?v=uhbxN4NO38k );

Rita Moreno ( http://br.youtube.com/watch?v=GjoBKEJj2eI );

Elton John (http://br.youtube.com/watch?v=dvu2Q4BsE2U&NR=1 ) e

Mimi ( http://br.youtube.com/watch?v=LCayacFcCX4 ).

Para finalizar, vou deixar postado uma entrevista do Animal onde ele revela mais um pouco de sua intimidade.


Nuvens

Quando era criança pensava que as nuvens fossem feitas de algodão, confesso que seria melhor se fosse feitas de algodão doce. Mas como diz aquela música “ um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão..” descobri a verdade, mas é muito chato conhecer essa verdade depois de adulto.

Naquela época despendia do meu tempo pra ficar olhando suas formas e ver os desenhos que elas formavam. Me deliciava com os temporais que se formavam ao longe, com suas nuvens carregadas e escuras em contraste com o céu azul.

Quando criança tudo era mais fácil, acreditava em coisas que os adultos diziam ser impossíveis. Acreditava que minha Caloi Cross seria insubstituível, que as brincadeiras com o carrinho de rolemã de todas as tardes iriam demorar pra acabar, que os amigos nunca desapareceriam. Puxa era tanta coisa. Bem, tudo “baboseiras” de criança!

Mas quem não foi criança e não divagou por esse mundo de fantasia? Ou vai me dizer que você que esta lendo nunca parou pra olhar o céu e encontrou inúmeras formas feitas nas nuvem e que criam vida a partida da imaginação? Nunca viu nas nuvens a forma que apenas a você parecia com um rosto, uma mão, um animal qualquer, sei lá, qualquer desenho! Tenho certeza que isso já aconteceu com você! E tenho certeza que você deveria estar ao lado de alguém , e esse alguém se esforçou pra dizer: “ é mesmo... parece”, mas na verdade você sabe que ele está mentindo e te falando aquilo só pra não te chatear... por que na verdade a imaginação é muito pessoal!

Infelizmente cresci! Bem...todos nós crescemos ( ou ainda cresceremos não é? ). E o que deveria fazer sentido, ainda não faz! Pois algumas coisas ainda são as mesmas. Continuo achando que minha Caloi é insubstituível. Posso continuar brincando, mas a sociedade não veria isso com bons olhos. Depois de muito filosofar descobri uma coisa muito interessante que é obvio mas ninguém vê , deixa passar na correria da vida, sem se preocupar com suas conseqüências, percebi que se tornar completamente adulto é perder a capacidade de se maravilhar com pequenas coisas da vida.

Também percebo que coisas que desejamos e planejamos, por vezes se perdem no tempo devido a uma circunstância , um problema, fato, mudança de vida , enfim por inúmeros motivos. Mas é incrível recordar do momento da nossa vida em que os planos eram traçados e das situações que vivemos e principalmente do contexto em que estávamos inseridos.

È maravilhoso poder lembrar e sentir aquela saudade gostosa que dá no coração. Lembrar daquele brinquedo que queríamos e nossos pais não podiam nos dar naquele momento. Daquela ( e ) menina ( o ) do qual morríamos de amor no colégio e não éramos correspondidos ( Há gente..todo mundo já teve uma amor assim. Amor de colégio...tenho certeza que você deve estar rindo e lembrando dele agora! ).

Pensar nas horas que passamos brincando com nossos amigos de infância, amigos estes que estão quase todos espalhados, porque crescemos e nosso trabalho ou estudo nos obrigaram à nos distanciar. Pensar em um parente que adorávamos visitar. Lembrar de coisas assim.

A moral de tudo isso???

Mesmo naquela época, tínhamos problemas, talvez hoje não os achamos tão grandes como os que temos em nosso dia-a-dia, mas temos que entender que naquela época eles também pareciam gigantes e sem solução assim como os de hoje. Mas mesmo assim nos lembramos daquele tempo e damos risadas.... e assim será daqui a alguns anos.

Mesmo que nossa vida se torne ainda agitada, - e porque não dizer conturbada também - nos lembraremos do nosso hoje e sentiremos saudade e iremos dizer que éramos felizes!!!! Continuaremos a contar nossas aventuras nas rodas de amigos e daremos muitas gargalhadas....

Resumindo: Viver o hoje, é ter o que lembrar com prazer no futuro, mesmo que em um futuro não muito distante!!!!!

O INICIO DO FIM....

Este texto foi escrito para meus colegas de sala utilizando nomes de matérias ou até mesmo de expressões usadas por nossos professores em sala de aula....DIVIRTAM-SE!



“Quando saírem desta ilha da fantasia, vocês irão trabalhar de sol a sol sem sequer saber quem lhes oprime. Mas não terá ninguém dizendo: “ vai ter chamada??!!!” (André Dahmer)

Cada vez mais tenho certeza que o tempo é relativo, parece que foi ontem quando alguns amigos me deram o trote no dia do resultado do vestibular. Fizeram-me uma blusinha, uma saia e um imenso laço para o cabelo, todos em papel crepom e me arrastaram amarrado pelo centro da cidade. Entretanto já estamos no último bimestre do quarto ano.

Quatro anos se passaram, laços foram criados, amizades cultivadas. Alguns amigos ficaram pelo caminho, mas não deixaram de ter importância na nossa vida. Aprendemos muito dentro e fora das salas de aula.

Em sala, obtivemos conhecimentos necessários para nossa vida profissional, conhecimento este que levaremos para fora dos limites da faculdade exercendo com nossa “MAESTRIA PESSOAL” as matérias aplicadas, sempre observadas com um rigoroso “CONTROLE DE QUALIDADE” por nossos mestres. Não seremos mais joguetes das “ESTRUTURAS E PODERES DO ESTADO”, pois conseguiremos discernir quando tentarem nos agredir com suas “FILOSOFIAS” e “SOCIOLOGIAS” criadas para nos manter dentro de uma “METODOLOGIA” de coerção.

Entramos nas “ESTATISTICAS” daqueles que possuem curso superior tão divulgas por um governo que tenta esconder sua “ESTRUTURA ORGANIZACIONAL” corrompida com noticias de melhorias efêmeras, esperando da sociedade um “FEEDBACK” positivo.

Durante o curso, começamos a colocar em pratica os diferentes “DISCURSOS” que aprendemos nestes quatro anos. A quem diga que os ensinamentos de “LAMPARELLI” discutidos em sala de aula, aliados a uma “ORGANIZAÇÃO DE SISTEMAS E MÉTODOS” ajudam até a conquistar as mulheres. Não sei se isso é realmente possível, afinal elas estão cada vez mais atentas a “ECONOMIA” de gestos carinhosos e principalmente de presentes, palavra esta que subitamente desapareceu do nosso dicionário de “PORTUGUES” graças a nossa debilitada “ADMINISTRAÇÃO DE FINANÇAS”.

Outros ainda afirmam que com uma boa “MATEMÁTICA FINANCEIRA” pode reestruturar nossa “MICROECONOMIA”, trazendo de volta esses agrados tão necessários para o colóquio amoroso. Particularmente acredito que apenas um ótimo “ MARKETING” pessoal seja suficientemente necessário para manter a “SUSTENTABILIDADE” de nossos romances.

Claro que não foi fácil chegar até aqui. Tanto individualmente, quanto no coletivo, passamos por muitas dificuldades. Podemos tomar como exemplo a “CONTABILIDADE” de nossa conta bancária, pois mesmo a FECEA sendo uma faculdade pública, ainda assim tivemos investimentos com transportes, copias de apostilas e principalmente os altos custos do “bar do Tadeus”e dos espetinhos do “Japoneis”. A ruína de nosso “ORÇAMENTO” foi por diversas vezes responsável pelo superávit na “RECEITA ORÇAMENTÁRIA” do Tadeus.

Nos corredores, nos pátios da faculdade, nas conversas com os professores, no dia-a-dia com os colegas, em cada momento juntos podemos descobrir como somos complexos e diferentes, mas mesmo assim estreitamos nossos laços de amizade e companheirismo.

Saudade. Acredito que já começamos a sentir. Sentirei muitas saudades dessa terapia ocupacional em grupo que realizei nestes quatro anos. Particularmente não fiz muitos amigos. Normal, afinal somos seletivos por natureza, é um DIREITO que temos. Mas os amigos fiz, estes foram o verdadeiro motivo pelo qual continuei e me vejo terminando esse curso.

Os levarei sempre comigo, pois a distância não trará o esquecimento, mas apenas a saudade. Obrigado por terem segurado minha mão quando precisei, e se algum dia, precisar da minha, ela estará sempre à disposição, até mesmo para preparar uma “ MASSA DE MACARRÃO” ou consertar um “VENTILADOR”.