Ontem à noite (23/09), conversava com a Gisele pelo MSN, sobre como nossas vidas são determinadas por pequenos detalhes. A muito defendo a tese de que não existe destino ou nenhuma força de entidades superiores determinando nosso futuro. Acredito em escolhas, acredito na capacidade que cada indivíduo tem de determinar seu próprio curso na história.Enquanto conversávamos, comentei sobre admiração que tenho por ela, por seu conhecimento e principalmente pelo modo como ela se empenha no seu mestrado. Quem me conhece, sabe que não tenho a mínima capacidade para estudar. Não sei ( e nem meus amigos de sala sabem ) como consegui chegar ao 4º ano de ADM Pública sem encostar em livros ou até mesmo copiar matéria, afinal, este ano nem caderno eu tenho. Isso já tem sido tema de discussão no "buteco", minha única explicação é que provavelmente eu psicografe minhas provas, isso explicaria o porque de notas em torno de 9,0.
O fato é que enquanto a enchia de elogios , comentei que não me assustaria se daqui há alguns anos, eu encontrasse em meio as latinhas e aos jornais que eu estaria recolhendo na rua para encher meu carrinho, um jornal com uma foto dela na capa e uma matéria falando sobre como seu novo livro revolucionou a farmacologia. Disse ainda que provavelmente diria a meus colegas “catadores” que a muitos anos atrás eu era amigo daquela moça do jornal, e que passava horas tendo agradáveis conversas com ela pela internet; e eles diriam que sou louco, que nunca vi aquela mulher e nem ao menos conversei com ela, que tudo isso era apenas uma divergência mental.
Bem, o por que dessa história? Hoje enquanto caminhava em direção a "Casa da Cidadania" para homologar uma rescisão de contrato de trabalho com um ex-funcionário de um cliente, fui surpreendido por um mendigo usando uma camiseta ( FOTO – sim, voltei e tirei uma foto do sujeito. ), que a algum tempo atrás eu perdi em uma situação que não devemos comentar aqui nesse Blog para não gerar conflitos. Como eu sei que era exatamente a mesma camiseta que perdi? Havia trocado a etiqueta nas costas por uma com uma imagem também do Taz!. E ela estava lá!!!
Algumas pessoas se lembrarão dela; era linda, preta, com o Taz ( personagem do desenho Looney Tunes) na frente de boca aberta e em seus olhos o reflexo do Pernalonga. Quando perdi aquela camiseta, quase chorei.
O rapaz que estava comigo, disse que isso pode ser um aviso de como vai ser o fim da minha vida. Em todo caso é melhor começar a ponderar minhas escolhas ou elas podem acabar me levando para algum lugar a beira da realidade que descrevi a Gisele.
Claro que por mais absurda, a primeira idéia que tive foi de tentar reaver a camiseta, mas não tive ajuda do sujeito que me acompanhava, somente o apoio moral do tipo “vai lá” com aquele ar de “ vai lá que você vai se ferrar”. Provavelmente ele estivesse certo. O que escolhi então? Não fui!!!
Delirado por Quick em:
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
"Fala que eu te escuto!":
Semeando a loucura:


